Cinema

Cinema para Crianças

[Cinema] A invenção de Hugo Cabret

Olá, pessoal! Tudo bem?!

Esta é a minha primeira colaboração ao projeto Sementinha de gente, e será a primeira de muitas, já que a ideia é inspirar as famílias a passarem bons momentos juntos, seja com passeios, viagens, atividades ou neste caso, sessões de cinema especiais.

Nem sempre temos dias bonitos para atividades ao ar livre, então numa tarde preguiçosa ou num dia de chuva, um filme com pipoca parece ser uma ótima opção para unir toda a família. Além de ampliar o repertório, a família pode ainda conversar sobre o filme e iniciar os pequenos no universo mágico do cinema.

Antes dos pais fazerem qualquer comentário, é importante que as crianças possam elas mesmas recontar o que assistiram. Se gostaram do filme, o que acharam, do que mais gostaram ou se teve algo que não gostaram, qual era o papel dos personagens, o que acharam das cores, roupas e texturas que perceberam, etc. É importante que elas tenham esse espaço livre para reconstruir a história que absorveram, e dependendo de como forem essas primeiras impressões, os pais podem atuar como mediadores, fazendo perguntas, fazendo-as pensar e complementando partes da história que elas não chegaram a perceber.

E minha primeira dica de filme para assistir em família é o “A invenção de Hugo Cabret” de Martin Scorsese (2012), facilmente encontrado nas locadoras ou à venda por um preço acessível em livrarias e lojas especializadas.

Cinema para Crianças

Este filme pode funcionar como uma iniciação de adultos e crianças ao surgimento do cinema. Inspirado no livro de mesmo nome de Brian Selznick, conta a história fictícia de Hugo, um garoto que fica órfão e ao viver escondido numa estação de trem, conhece uma garota e seu rabugento tio, chamado Papa Georges. Curioso com o autômato que seu pai encontrou antes de morrer, embarca numa aventura para descobrir a mensagem mágica que o pequeno mecanismo reserva. Nesta aventura, ele e a amiga Isabelle irão descobrir mais sobre o passado de Papa Georges, que na verdade é o grande cineasta e pioneiro do cinema George Méliès, considerado pai das trucagens, ou como chamamos atualmente, efeitos especiais.

O filme mescla ficção com traços da realidade e história verídica de Méliès. Mostra um pouco sobre o surgimento do cinema e como se faziam os primeiros filmes de ficção. E a lição bonita que o filme traz, é de que todos nós fazemos parte de um grande ‘mecanismo’, que podemos entender por mundo e vida, e que ao exercemos nosso papel, fazemos esse mecanismo funcionar. “Ninguém é uma peça extra”, afirma Hugo no filme, ou seja, todos somos importantes e todos exercemos algum papel especial nas vidas uns dos outros!

Esta lição pode ser prolongada para a família, e o papel que cada um exerce nela, maior ou menor, e como para haver harmonia, todos devem estar conscientes disso.

Caberá a cada pai e mãe, saber quais outras questões o filme pode levantar para conversar com seus filhos. Mas que esta conversa aconteça de maneira leve e dando espaço às crianças e a sua incrível imaginação.

Espero que tenham gostado e até a próxima! =)

Ally

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