Educação Financeira

Cup Cake

[Retrospectiva 2015] Educação Financeira – E a festa, é para quem? 5 dicas para fazer a festa!

Postado originalmente por Marlise Teixeira e Paula Cassanho – 08 de julho

“Na minha experiência de mãe do Mateus de 13 anos e da Manuela de 06 anos, esse questionamento já se fez presente por diversas vezes. Aliás, acredito que todos os anos, antes de cada aniversário, meu marido e eu nos questionamos: a festa é para quem? (mais…)

Educação Financeira

[Educação Financeira] Falando de dinheiro, criando uma mentalidade próspera

 

O assunto dinheiro é presente o tempo todo no dia a dia das nossas famílias, contudo temos verificado cada vez mais que, na prática, o tema é um grande tabu, por isso poucas pessoas expressam o que pensam sobre ele. Para começar a falar de dinheiro, é importante nos remetermos ao passado, afinal, nossa história pessoal nos ajuda a compreender quem nós somos hoje.

Então, para começar nosso bate papo de hoje, convidamos você a pensar na sua infância e adolescência, respondendo: o que você ouvia falar sobre dinheiro em sua casa? (Se puder, anote num papel como uma tempestade de idéias!)

É interessante quando fazemos essa pergunta a nossos clientes de Terapia e Coaching Financeiro e ouvimos como respostas:

  • “Eu ouvia que dinheiro não dá em árvore.”
  • “Meu pai falava que dinheiro não era capim, especialmente o dele.”
  • “Que minha mãe fazia muito sacrifício para nos sustentar, com pouco dinheiro.”
  • “Fulano é rico mas passou a perna em um monte de gente para isso.”
  • “Tão rico mas tão sozinho…”
  • “Ahhh, deu o golpe do baú! Casou com ele só por causa do dinheiro.”
  • “Ixi, esse só ficou rico porque herdou dos pais, mas vai acabar com tudo rapidinho.”

Nossos ensinamentos da época da infância muitas vezes nos deixam limitados ao padrão da escassez, que Thomas Stanley e William Danko, autores de “O milionário mora ao lado” chamaram de “DNA da mente pobre”. Outro subproduto desse analfabetismo financeiro é a crença da abundância ilimitada, como no caso de pessoas que os pais não ofereceram limites ao uso do dinheiro, com frases do tipo: “é só você pedir que o pai te dá”. O perigo aqui mora nos extremos: nem a mentalidade de escassez absoluta, nem a ideia de abundância extrema.

A beleza da verdadeira prosperidade está no equilíbrio que só poderá ser alcançado com uma  mentalidade próspera, que parte da utilização do dinheiro como meio e não como fim.

Por isso, pense: o que você acredita que, se tivesse aprendido em casa, mudaria em seu comportamento/relacionamento com dinheiro atualmente? Certamente você vai responder que gostaria de ter aprendido mais sobre o verdadeiro valor do dinheiro, como fruto do trabalho, da conquista, de realização e propósito, como geralmente ouvimos durante palestras, workshops e treinamentos.

Mas a pergunta que não quer calar…e se fossemos perguntar hoje à seus filhos, o que os pais lhe ensinam sobre dinheiro, o que eles responderiam?

É…ainda é fato que a maioria dos pais, mesmo com tantos obstáculos que enfrentaram ou enfrentam por conta do analfabetismo financeiro, ainda continua passando para seus filhos os mesmos conceitos. A boa notícia para nós e para as gerações dos pequenos é que, se você chegou até aqui, é porque está realmente disposto a protagonizar sua vida financeira! Assim como criar uma base sólida para que seu(s) filho(s) não passe(m) pelas mesmas dificuldades que você passou. E é nessa linha de raciocínio que vamos te ensinar como construir uma mentalidade próspera para você ser exemplo para seus filhos, nossos amados imitadores de plantão:

  • Fale bem das pessoas bem sucedidas: ache exemplos de pessoas que tiveram grandes ideias e ganharam dinheiro com seu trabalho e empreendedorismo.
  • Desmistifique as crenças limitantes: estudos mostram que 82,5% das pessoas mais ricas do mundo saíram do zero, ou seja, conquistaram tudo o que tem com dedicação e trabalho. Ensine seus filhos a buscar a fonte de informação antes de repassar qualquer assunto adiante.
  • Fale sobre seus projetos: crie o hábito de falar sobre projetos e sonhos que você quer realizar e mostre que com planejamento e ação é possível ser e fazer qualquer coisa, obedecendo os prazos de cada uma delas.
  • Goste de pagar contas: mostre o quanto é bom ter os serviços pelos quais você paga. Ensine que você só está pagando porque usufruiu e porque tem dinheiro para pagar.
  • Ajude as pessoas: doe dinheiro para aquilo que, junto a sua família, acreditarem valer a pena, como instituições, projetos, causas nobres. Ensine o desapego aos bens materiais enfatizando que o dinheiro é meio e não fim.
  • Leia coisas positivas: não assista novelas e/ou filmes violentos. Fale sobre a beleza da vida, do não julgamento, do amor verdadeiro, da diversidade das raças, de missão de vida e de gratidão. Pratique tudo isso e dê modelo para seus filhos.
  • Aprenda com os erros: e, além disso, ensine essa visão para seus filhos. Ressignificar os problemas e olhar para as dificuldades como desafios para crescer é uma fonte inesgotável de recursos para prosperar.
  • Pratique auto responsabilidade: Exclua a culpa de sua vida. Deixar que fatores externos justifiquem suas falhas faz com que a pessoa se mantenha parada. Já a auto responsabilidade é verificar o que se pode fazer, aprender ou mudar para atingir outros e melhores resultados, tornando-se protagonista da sua vida.
  • Elogie!  E, aprenda também a receber elogios. Isso gera uma corrente de auto estima e auto confiança e seus filhos aprenderão com esse gesto.
  • Entenda que humildade não tem nada a ver com pobreza: humildade é um comportamento de saber respeitar e se colocar no lugar certo, de ouvir os mais sábios e não se achar mais que o outro. Pobreza é não ter recursos financeiros e materiais. Uma vida simples preza pelos valores de vida utilizando o dinheiro como meio e não como fim.
  • Busque se conectar com a fé: tenha uma fé inteligente, ressignificando crenças religiosas arcaicas. Estude a Bíblia com um novo olhar: lá existem mais de 3000 passagens afirmando que Deus deseja que sejamos prósperos. Independente de religião, essas crenças estão em nossa cultura, e olhar para os fatos como são, o farão perceber que você pode usufruir da abundância do Universo.

Treine essa nova postura e quando menos esperar, seus filhos estarão imitando um bom modelo e consequentemente multiplicando a prosperidade para um mundo melhor.

Seja próspero!

 

Valores e Raízes Familiares

[Educação Financeira] Nossos valores, nossas raízes

Gustavo Cerbasi, consultor e especialista do comportamento financeiro no Brasil, afirma que inteligência financeira está diretamente relacionada ao autoconhecimento, seja pessoal e/ou familiar. Aqui começa a primeira questão: nos conhecemos o suficiente para desenvolver inteligência financeira e ajudar nossos filhos com assuntos relacionados à dinheiro?

O autoconhecimento é libertador. É como se soubéssemos exatamente quais são nossas raízes e onde elas estão plantadas. Quando pensamos em constituir uma família, nem sempre está claro inicialmente qual a raíz que sustentará a relação familiar. Cada um dos cônjuges vem de uma experiência de vida, trazendo como semente valores individuais e únicos. Agora, juntos em um novo lar, precisam plantar seus valores individuais para torná-los também valores familiares, identificando exatamente o que querem deixar para seus filhos.

Para desenvolver a inteligência financeira nos nossos filhos, ousamos afirmar que é preciso  conhecer a essência da família, ou os valores familiares, como chamamos. Essas “raízes” vão determinar o que é realmente importante para a família, ajudando nas escolhas e nas decisões de todos os seus membros. Por exemplo, se para uma família a raíz “segurança” é muito importante, esta família certamente terá uma reserva financeira para imprevistos. Se os filhos sabem desta relação, entenderão também porque motivo os pais optam por reservar parte da renda para o futuro ao invés de gastá-lo no presente.

Que tal descobrir conosco estes valores enraizados na sua vida familiar, que podem ser passados desde cedo para seu filho?

Pensando nisso e para que seja possível ter um presente saudável, financeiramente falando e também um futuro realmente próspero e sustentável, queremos convidar você e sua família a fazerem um agradável exercício para descobrirem os valores familiares que já existem na vida de vocês:

  • 1º. Temos sonhos? 

Compartilhem seus sonhos. Falem para os filhos sobre seus sonhos e suas vontades e ouça os sonhos dos pequenos. Perceba o que está por trás de cada sonho, de cada desejo. Certamente será um valor a ser descoberto.

  • 2o. Por que eles são importantes? 

Coloquem em um papel palavras que representam valores e que vocês consideram importantes. A brincadeira é de que cada pessoa da família deve listar pelo menos 05 palavras (respeitando a idade das crianças, claro). Como sugestão, as palavras podem ser recortadas de revistas, para ficar mais divertido. Conversem sobre cada item. Exemplo: Amor, Fé, Liberdade, Segurança, etc…

Da listagem geral, selecionam o que tem em comum e construam uma lista com os 6 valores principais da família. Esses valores serão a base de referência para os próximos passos.

  • 3o. Quais são os objetivos prioritários?

Volte a falar dos sonhos e objetivos e então, faça uma lista de pelo menos 5 objetivos de cada um dos membros da família. Converse sobre os objetivos.

Agora precifique cada objetivo (cada um deverá pesquisar quanto custa realizar cada objetivo).

  • 4o. Levantamento de recursos financeiros.

Analise as fontes de renda atual, individuais e/ou familiares.

Verifique se é possível e/ou necessário separar alguns pontos para criar metas individuais e metas familiares em comum.

Novamente avalie o que é importante e de notas de 0 a 100 para o grau de importância para cada membro da família.

Defina os passos para criar/levantar os recursos (financeiros) para cada um, pela ordem estabelecida no passo anterior.

Verifiquem se é possível fazer alguma renda extra para ajudar na realização.

Planejamento de curto/médio prazo.

Coloque os 3 primeiros objetivos no papel e detalhe os primeiros passos que cada um deverá fazer para viabilizar essa realização,consolidando os passos anteriores. Exemplo: orçamentos, de onde virá o valor para pagamento do sonho/objetivo.

Coloque datas para cada passo e o indicador que demonstrará que o objetivo foi cumprido.

Definam tarefas intermediárias para indicar a jornada.

Conhecendo as raízes financeiras e tomando decisões conjuntas, se houver algum imprevisto, todos irão colaborar para a readequação do plano, já que foi construído por todos.

Para fechar, nossa dica é: experimente fazer diferente! As mesmas atitudes levam aos mesmos resultados. Que tal mudar a semente e colher prosperidade? Muito mais do que uma herança financeira, você vai contribuir para uma jornada de consciência e prosperidade financeira para seus filhos e consequentemente construir um mundo melhor.

Educação Financeira

[Educação Financeira] Faça o que eu digo e não faça o que eu faço!

Você já parou para pensar o quanto seu exemplo de vida molda os comportamentos dos seus filhos?

O dito popular que dá título a esse bate papo, foi estrategicamente trazido aqui para iniciarmos essa reflexão, fundamental para seu papel de pai e mãe.

Segundo Skinner, autor e psicólogo norte americano, nós aprendemos principalmente por 3 tipos de situações:

  • Herdamos padrões genéticos/evolutivos (Filogênese);
  • Aprendemos com nossos pais, cuidadores e pessoas de convívio familiar (Ontogênese);
  • Recebemos influência direta do meio no qual estamos inseridos (Cultura).

Estudando o comportamento humano, conseguimos perceber nitidamente que, conscientes ou não, o segundo tipo de aprendizado, o da modelagem por história de vida, tem influência importante na formação do indivíduo. Ousamos dizer, inclusive, que esse aprendizado é um dos mais impactantes no comportamento do ser humano, ou seja, o que fazemos educa mais que o que falamos ou teorizamos. Isso aconteceu conosco e é sistematicamente repetido geração após geração.

A boa notícia é que podemos quebrar a repetição dos padrões inadequados ou disfuncionais de comportamento, com consciência e treino. Mas mais importante que isso é FAZER o que pregamos.

Um exemplo prático do dia a dia está no comportamento alimentar: se eu mando meu filho comer saladas porque faz bem à saúde, mas em meu prato ela não aparece, só demonstra que eu não acredito que de fato aquilo faz bem. A mesma teoria se aplica à vida financeira, como um pai pode ensinar seu filho a lidar com dinheiro se ele não tira um tempo para cuidar das finanças?

Te convidamos a pensar: quanto tempo por dia, por semana ou por mês você tira, rotineiramente para cuidar do dinheiro na sua casa? Cuidar do dinheiro entenda: para ver o orçamento familiar, entradas e saídas, gastos fixos e variáveis, colocar objetivos no papel, planejar, investir. Seu filho já viu você fazendo alguma ação do tipo?

Baseado nessa idéia, trazemos aqui algumas dicas para que você exerça a congruência (fazer o que se prega e dar o exemplo) na sua casa e melhore suas finanças, contribuindo  para o desenvolvimento da inteligência financeira em seus pequenos:

  • Dica 1: Chame a família para falar de dinheiro.

Inclua esse assunto no seu dia a dia. Traga exemplos lúdicos, da forma mais leve e tranquila que puder. Se houver dificuldade, busque ajuda, informações e conteúdos. Você também estará rompendo com seus próprios tabus e crenças limitantes.

  • Dica 2: Estabeleça uma rotina familiar para cuidar do dinheiro.

Pais podem ter o dia de fazer planilhas e/ou abastecer aplicativos ou outros tipos de controles de entradas e saídas. Podem ter o dia do cofrinho, dia dos planejamentos de sonhos e objetivos, enfim, momentos reservados na agenda para esse tema;

  • Dica 3: Sonhe com sua família.

Convide sua família a sonhar. Conheça os objetivos de cada pessoa de sua casa. Faça um mapeamento dos sonhos e objetivos individuais e em comum.

  • Dica 4: Planeje.

Analise o quanto poderão dispor de dinheiro mensalmente/semanalmente para cada objetivo definido. Após, coloquem uma data viável para a execução. Todos certamente estarão comprometidos e engajados na realização de cada projeto.

  • Dica 5: Promova acordos.

Deixe claro as renúncias que farão na jornada e promova apoio mútuo. Lembre sempre sua família que vai valer a pena.

  • Dica 6: Celebre!

Quando atingirem um objetivo COMEMOREM! Celebrar as conquistas motiva para desafios maiores e principalmente, para se manter focado na rotina de organização e planejamento financeiro.

Fez sentido para você? Se sim, mãos à obra!

Compartilhe conosco seus aprendizados e cases de sucesso!

EducacaoFinanceira_SementinhadeGente

[Educação Financeira] A verdadeira raiz financeira

Desde que começamos a estudar sobre Educação Financeira, o que mais ressalta aos nossos olhos é o cenário de analfabetismo financeiro em que fomos criados. Seja na família (por ausência de instrução), na cultura brasileira, na educação formal e informal, pouco se fala sobre dinheiro.

Atualmente, embora esse cenário esteja mudando bastante, dinheiro e prosperidade ainda são temas tabus nas famílias brasileiras. A questão então é: como podemos ajudar nossos filhos a terem um futuro realmente próspero e sustentável se não conhecemos a base de nosso relacionamento com dinheiro?

Por isso, hoje vamos falar sobre VALORES e CRENÇAS, que são as raízes financeiras que fundamentam nossa história e que, enquanto pais, darão base a educação que queremos para os nossos filhos, ressaltando que, se conscientes, podemos usar a favor.

As primeiras sementes de nossa vida financeira são lançadas na infância. É nesse período da vida que aprendemos as primeiras noções financeiras através da educação direta e/ou indireta, como por modelos de comportamentos. Na maioria das vezes, justamente como fruto do analfabetismo financeiro, os primeiros cuidadores nos repassam as mesmas crenças e valores herdados de gerações e gerações, analfabetas financeiras.

Para se conhecer melhor e poder intervir no seu relacionamento e resultados com dinheiro, te convidamos a fazer um primeiro exercício:

  • O que você ouvia sobre dinheiro na sua infância (de cuidadores diretos ou indiretos)?
  • O que você aprendeu sobre dinheiro e prosperidade na infância, ajudam ou sabotam seus resultados financeiros atuais?

Na adolescência os conceitos base já estão formados. E é nesse momento da vida que iniciamos nossa prática, ainda sem muita consciência, mas o mais interessante é que é nessa fase que nossas experiências são reforçadas ou punidas.

Em se tratando de auto conhecimento,

  • como foram suas primeiras experiências com sucesso e prosperidade na adolescência?
  • Como você se sentia em relação aos colegas quando o assunto era dinheiro?
  • Quais foram suas primeiras conquistas?
  • Como acredita que essa fase influencia em seu comportamento atual?

Na vida adulta, a maioria das pessoas continuam apenas reproduzindo os mesmos comportamentos herdados, e que, funcionais ou disfuncionais, vem sendo passado de geração em geração. A boa notícia é que, através do auto conhecimento e, conscientes de que essas crenças e valores determinam nossos comportamentos, podemos escolher repetir ou remodelar o padrão e, principalmente influenciar/modelar comportamentos financeiros mais funcionais em nossos filhos.

Então te convidamos a refletir:

  • se você pudesse melhorar seu relacionamento com dinheiro, como seria?
  • Se conhecendo suas crenças, valores e respeitando suas raízes, como poderia se relacionar melhor com dinheiro e consequentemente ensinar seus filhos direta e indiretamente?
  • Como você decide usar sua história a seu favor e passar a semear sementes sustentáveis e realmente capazes de criar um futuro próspero para sua família?

Que esta reflexão contribua para você dar o primeiro passo e gerar mudanças significativas em seus resultados atuais, com sucesso e prosperidade, influenciando seus pequenos a serem ricamente bem sucedidos!

Envie suas respostas para nós e conte com a gente!

[Educação Financeira] Cuidando de uma Sementinha, a de Gente.

Queremos te convidar a pensar nos ensinamentos financeiros que você tem passado ao seu filho. Independentemente da idade, você como pai ou mãe, está passando um jeito único de lidar com o dinheiro. Que tipo de instrução você tem oferecido?

Se compararmos o tema Educação Financeira com uma plantinha, podemos pensar que esse assunto começa numa decisão lá no comecinho da vida de seus filhos: escolher o “solo” no qual plantará sua sementinha financeira.

Considerando que temos em nossa casa uma linda Sementinha de Gente, podemos parar e pensar: o que desejamos que nossos filhos sejam no futuro? Que tipo de “gente” (comportamentos e resultados financeiros) queremos colher?  Assim, iniciamos essa jornada conhecendo nossos valores como pessoas e como família, que serão a base dessa escolha tão importante para a construção de uma referência financeira realmente sustentável e próspera.

Enquanto pais, cuidadores ou responsáveis por uma dessas “Sementinhas”, é necessário decidir (sim, porque enquanto seu filho for criança, você decide por ele) o que você deseja colher lá na frente. E a forma como você enxerga sucesso e prosperidade fará toda a diferença na plantação e principalmente na colheita na vida adulta deles.

Para exemplificar, se você considera que sucesso é sinônimo de status (demonstrar através de bens materiais a ostentação de riquezas), certamente ensinará seus filhos a gastarem tudo o que tem, mesmo que para isso seja necessário fazer parcelamentos e empréstimos bancários para manter a aparência. Se, contudo, você entende que ser bem sucedido é viver a prosperidade como um estilo de vida, ou seja, com abundância e harmonia em todas as áreas da vida inclusive na financeira, você vai semear um estilo de vida sadio e simples, buscando em valores sólidos a base para viver.

Para que sua reflexão seja ainda mais clara e certa, observe a seguir nossas dicas de plantio. Elas são infalíveis para fazer a planta crescer ou para envenenar a colheita.

Semeando sua sementinha

Enfim, mesmo que até o momento você tenha feito ações inadequadas ou improdutivas para a árvore financeira de seu filho, pense que ainda é possível ajudar sua Sementinha a acertar e ter um novo rumo financeiro. Para isso, você pode decidir agora trabalhar nesse solo, e começar uma nova jornada, mais consciente e saudável para grandes colheitas!

Acompanhe nossas próximas postagens e ajude seu filho a cultivar uma linda árvore financeira. E, para fechar: que tipo de ações práticas você pode fazer a partir de hoje, que irão auxiliar seu filho?

Escreva para nós a resposta, iremos adorar!

Birra

[Educação Financeira] Birra na loja! E agora?

Lojas infantis e crianças com brinquedos na mão dizendo “eu quero” é uma cena para lá de comum. No início elas pedem, mas alguns dos pequenos mais criativos gostam de apimentar a situação deixando os pais em “maus lençóis”. É o caso dos que choram, gritam alto, esperneiam e se jogam no chão para pressionar o pai e/ou a mãe a presenteá-lo com o objeto desejado.

Quando é um brinquedinho barato, muitas vezes a compra é feita para não aumentar o aborrecimento. Quando o custo da brincadeira já é mais alto, aí o papo é outro. O que queremos levantar aqui é: qual o limite que os pais devem estabelecer para os pedidos infantis?

Ceder, ceder, ceder… você já percebeu que é muito mais fácil dizer “sim” para um filho do que dizer “não”? Na cena da birra, que trouxemos acima, a história é também por aí. Por vezes é muito mais simples dar o que se é pedido para fugir do escândalo e da birra.

O que a maioria não pensa na hora da confusão é que, ao ceder, os pais estão REFORÇANDO o comportamento inadequado do filho. E pior ainda, quando dizem que não mas no fim cedem, estão ensinando para o filho que quanto mais roxo ele ficar, mais escândalo ele fizer, mais ele consegue as coisas.

E ainda mais grave é que, ao se relacionar com os filhos de maneira a apenas evitar os aborrecimentos no presente, esses pais estão criando adultos com altíssima tendência a ter problemas financeiros graves, de endividamentos à falências.

É, o “não pode” dói mais nos pais do que nos filhos, que ainda não tem noção plena da situação. A pergunta aqui é: o que você quer construir com a educação do seu filho?

Se a sua resposta revela o desejo de construir um cidadão independente financeiramente, você pode e deve começar o quanto antes, enquanto são crianças.

Por isso, decidir o que é bom para seu filho é algo que você deve fazer antes de sair de casa.

Seguem algumas dicas para os primeiros passos:

  • Converse sobre dinheiro com seu filho: exponha sua visão, o que pode e o que não pode. Isso é imprescindível!
  • Conheça sua essência: saiba se o que está fazendo para seu filho é para ele ou para você. Os pais tendem a compensar sua ausência com dinheiro e/ou presentes.
  • Reconheça suas privações: se  no passado você passou dificuldades financeiras e  hoje pode dar mais para seu filho, faça isso de maneira assertiva e funcional. É um passo importante para a educação do seu pequeno.

De tudo, tem uma informação importante que você precisa saber sobre seu filho, sua filha: crianças, executando seu papel infantil, precisam pedir. Isso mesmo, a função da criança é pedir, pedir e pedir. Seja o que for: atenção, carinho, água, presentes… a fase da infância é a de pedir. Já a função do pai e da mãe, em seu papel de pai e mãe, não é atender e sim colocar os limites necessários para o desenvolvimento dos seus pequenos. Dizer sim quando pode ser dito sim e dizer não quando o momento é do não.

Segundo Gustavo Cerbasi, consultor financeiro e autor do livro Pais inteligentes enriquecem seus filhos, a flexibilidade nas regras estabelecidas com os filhos é o principal erro dos pais. Por falta de paciência, vontade de agradar, cansaço e até culpa pela ausência, os pais acabam gastando demais e não impondo limites nas crianças. O que eles não enxergam é que estão fazendo, na verdade, mal para seus filhos”.

Educação financeira é uma prática que leva a viver a prosperidade como um estilo de vida. Nossa dica que consolida esse bate papo é: aplique desde já esse ensinamento e crie um futuro próspero para você e sua família!

Bom passeio!!

 

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