Famílias

Medicina Positiva e Qualidade de Vida | sementinhadegente.com.br

[Vídeo] Medicina Positiva e Qualidade de Vida para as Familinhas com Margareth M. de Sá

O texto apresentado pela pediatra e coaching Margareth Mattos e Sá em sua primeira coluna, rendeu um tão papo leve e importante, que aproveitamos para levar o tema para o #CanalSementinhadeGente

Compartilhem com a gente a suas emoções positivas do dia, faça este exercício proposto pela nossa coaching… exercite todos os dias e transforme sua forma de olhar o mundo…

Assine o canal e acompanhe os vídeos feitos em parceria com nossas colunistas convidadas. Tem muito conteúdo de qualidade para passar por lá.

Bjs Mi

Bullying

[Comportamento] Bullying na escola é coisa séria

Que loucura, nunca imaginei que este seria um assunto para quem fala tanto em viver #momentosespeciais como nós…

Mas tratando-se de nós pais, não podemos evitar falar à respeito, pois afinal de contas nossos filhos estão voltando às aulas e voltando a conviver diariamente com pessoas com criações e educações diferente das que oferecemos.

E sabemos que as brincadeiras entre amigos, que na nossa época de criança podiam até ser vista como algo sem maldade, hoje possui uma outra conotação e pode (assim como na nossa época) machucar, ofender e influenciar diretamente no desempenho e na motivação das nossas crianças.

É fundamental observar o comportamento e as mensagens que as crianças nos trazem, sejam elas diretas com palavras ou subliminares como gestos ou reações. Você mais do que ninguém pode interpretar o que seu filho quer dizer, quando não tem coragem de dizer.

No site MundodoConhecimento encontrei uma lista de 10 sinais que podem te ajudar a identificar se algo está acontecendo de diferente com seu filho:

  1. Falta de interesse pela escola, inventando diversas desculpas para não ir;
  2. Se isola, evitando situações sociais com os amigos e a família;
  3. Baixo rendimento escolar, devido a falta de atenção nas aulas;
  4. Baixa autoestima, sempre se achando inferior aos outros e incapaz de realizar suas atividades do cotidiano;
  5. Impulsivo e furioso, sem paciência e querendo brigar com todos;
  6. Choro constante e sem motivos aparentes;
  7. Falta de apetite, recusando até mesmo a comida preferida;
  8. Insônia ou pesadelos;
  9. Chega em casa com roupa suja ou rasgada e sem seus pertences;
  10. Se queixa de dores de cabeça e barriga várias vezes ao dia pela angústia sofrida.

Mas agora temos mais uma aliada nesta luta contra estas manifestações que agridem, mesmo sem intenção ou agressão física nossos pequenos. Uma lei específica para o combate e prevenção do bullying passou a vigorar na semana passada e segundo o texto obriga as escolas e clubes a adotarem medidas contra “atos de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima”.

Mas do que ter uma lei de amparo, ensine seu filho a respeitar as diferenças, as igualdades, as pessoas e a ter consciência que cada um tem o direito à ter suas escolhas e sonhos… E com certeza os momentos dentro ou fora da escola serão ainda mais especiais.

Lembrei de uma música fofa que fala a respeito… e que marcou minha infância

Conheça a Lei na íntegra, é sempre importante:

“LEI Nº 13.185, DE 6 DE NOVEMBRO DE 2015.
Vigência
Institui o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying)

A PRESIDENTA DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Fica instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (Bullying) em todo o território nacional.
§ 1º No contexto e para os fins desta Lei, considera-se intimidação sistemática (bullying) todo ato de violência física ou psicológica, intencional e repetitivo que ocorre sem motivação evidente, praticado por indivíduo ou grupo, contra uma ou mais pessoas, com o objetivo de intimidá-la ou agredi-la, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.
§ 2º O Programa instituído no caput poderá fundamentar as ações do Ministério da Educação e das Secretarias Estaduais e Municipais de Educação, bem como de outros órgãos, aos quais a matéria diz respeito.
Art. 2º Caracteriza-se a intimidação sistemática (bullying) quando há violência física ou psicológica em atos de intimidação, humilhação ou discriminação e, ainda:
I – ataques físicos;
II – insultos pessoais;
III – comentários sistemáticos e apelidos pejorativos;
IV – ameaças por quaisquer meios;
V – grafites depreciativos;
VI – expressões preconceituosas;
VII – isolamento social consciente e premeditado;
VIII – pilhérias.
Parágrafo único. Há intimidação sistemática na rede mundial de computadores (cyberbullying), quando se usarem os instrumentos que lhe são próprios para depreciar, incitar a violência, adulterar fotos e dados pessoais com o intuito de criar meios de constrangimento psicossocial.
Art. 3º A intimidação sistemática (bullying) pode ser classificada, conforme as ações praticadas, como:
I – verbal: insultar, xingar e apelidar pejorativamente;
II – moral: difamar, caluniar, disseminar rumores;
III – sexual: assediar, induzir e/ou abusar;
IV – social: ignorar, isolar e excluir;
V – psicológica: perseguir, amedrontar, aterrorizar, intimidar, dominar, manipular, chantagear e infernizar;
VI – físico: socar, chutar, bater;
VII – material: furtar, roubar, destruir pertences de outrem;
VIII – virtual: depreciar, enviar mensagens intrusivas da intimidade, enviar ou adulterar fotos e dados pessoais que resultem em sofrimento ou com o intuito de criar meios de constrangimento psicológico e social.
Art. 4º Constituem objetivos do Programa referido no caput do art. 1o:
I – prevenir e combater a prática da intimidação sistemática (bullying) em toda a sociedade;
II – capacitar docentes e equipes pedagógicas para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução do problema;
III – implementar e disseminar campanhas de educação, conscientização e informação;
IV – instituir práticas de conduta e orientação de pais, familiares e responsáveis diante da identificação de vítimas e agressores;
V – dar assistência psicológica, social e jurídica às vítimas e aos agressores;
VI – integrar os meios de comunicação de massa com as escolas e a sociedade, como forma de identificação e conscientização do problema e forma de preveni-lo e combatê-lo;
VII – promover a cidadania, a capacidade empática e o respeito a terceiros, nos marcos de uma cultura de paz e tolerância mútua;
VIII – evitar, tanto quanto possível, a punição dos agressores, privilegiando mecanismos e instrumentos alternativos que promovam a efetiva responsabilização e a mudança de comportamento hostil;
IX – promover medidas de conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, com ênfase nas práticas recorrentes de intimidação sistemática (bullying), ou constrangimento físico e psicológico, cometidas por alunos, professores e outros profissionais integrantes de escola e de comunidade escolar.
Art. 5º É dever do estabelecimento de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática (bullying).
Art. 6º Serão produzidos e publicados relatórios bimestrais das ocorrências de intimidação sistemática (bullying) nos Estados e Municípios para planejamento das ações.
Art. 7º Os entes federados poderão firmar convênios e estabelecer parcerias para a implementação e a correta execução dos objetivos e diretrizes do Programa instituído por esta Lei.
Art. 8º Esta Lei entra em vigor após decorridos 90 (noventa) dias da data de sua publicação oficial.
Brasília, 6 de novembro de 2015; 194º da Independência e 127º da República.
DILMA ROUSSEFF
Luiz Cláudio Costa
Nilma Lino Gomes”

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