OK, Nossos filhos tão matriculado na escola e agora? Como avaliar se fizemos a escolha certa?

Como você decidiu sobre a escola? Quais fatores foram determinantes pra você?

Podemos analisar alguns pontos práticos e avaliar o andamento do dia-a-dia na escola.

Você passa 90% do tempo com seu filho, tendo dias ótimos e dias não tão bons, trocou centenas, milhares de fraldas, escutou aquele chorinho de fome, cólicas e os dias que pareciam longos ficaram pra trás. Você percebe que está na hora de matricular seu pupilo em uma escolinha. Como você tomou essa decisão?

Geralmente quando alguém me pergunta como eu e meu marido fizemos, ou como eu faço com os meus 3 filhos, eu falo um pouco da nossa experiência.

Nós optamos por levar em consideração os valores que nos são indispensáveis e algumas coisas que são desejáveis.

Então, antes de tudo, você também deve ou deveria fazer o mesmo…

O que realmente te importa na escola? Precisa ser uma escola grande? Ou um escola mais intimista? Precisa ter pátio, precisa ser perto de casa ou do trabalho? Nós optamos por ser longe de casa, mas perto do trabalho, já que nós os levamos e buscamos diariamente. Além disso, em caso de emergência, podemos reduzir o tempo na chegada até a escola.
Você fez a sua listinha na hora de escolher a escola? Não?

Então pare uns 5 minutinhos e escreva a listinha, escreva no celular, assim você a terá na mão quando for avaliar alguma outra situação.
Coisas simples, mas que podem te auxiliar…

Na nossa listinha tinha: Colégio com cara de família, intimista, que tivesse espaço (mas esse aspecto toleraríamos), que pudéssemos ver o colégio funcionando antes de matriculá-los… Queríamos ver os olhares dos alunos e dos funcionários entre eles, se estavam felizes. Gente, se o clima não fosse bom, certamente não escolheríamos tal escola.
Onde moramos tem várias escolas da moda. Não somos um família desse tipo, o nosso negócio é vida real, sem futilidades.
Além desses aspectos, segurança foi um tópico não negociável, nada de bairros violentos, nada que nos indicasse problemas. Por isso vimos a entrada e a saída dos alunos, assim tivemos a certeza dos dias que nos aguardavam.
Conversamos também com alguns pais, vocês fizeram isso? Foi um divisor de águas também…. São sim muitos aspectos a serem avaliados, inclusive daria pra escrever um livro sobre isso… rs
Ainda havia outra questão, quantas escolas comparar? 2, 3, 5? Não somos adeptos da religião “X”, o colégio é legal, mas será que vamos enfrentar constrangimento? Melhor o colégio “Y” né? Assim eu e meu marido montamos nossos pensamentos para tomarmos a decisão.
Gente, as crianças passam 5 dias por semana lá, são cerca de 200 dias, 200!
Uma opção seria levar nossos filhos para ver a escola, mas isso não fizemos, iríamos confundi-los, então só apresentamos a escola (escolinha como gostamos de chamar) depois da decisão tomada. (Antes das aulas iniciarem.)

Um outro aspecto importante foi ver se o colégio tinha equipamentos adequados para a idade deles, e tinha cadeiras pequenas, banheiros compatíveis, e se a rotina apresentava a higiene que nós prezamos (sem frescuras, mas limpo!)

Ainda perguntamos se haviam atividades extra-curriculares, e se o uniforme era obrigatório e uma outra questão muito importante…. Em caso de atraso nosso na hora de buscá-los, como fariam? Tinha alguém pra ficar com eles? Até que horas? Teríamos um custo por isso? Nossa cidade nos prega peças, as vezes as filas são intermináveis.

Então vamos observar se esses aspectos fazem sentindo, se estão alinhados com o que você e sua família buscam na escola com o dia-a-dia.

Quem será o seu aliado nessa tarefa? Seu filho, sim, o melhor aliado…

Talvez seu filho ainda não fale, ou tenha dificuldades em julgar o que acontece no colégio, confesso que quando os meus vem me contar alguma coisa, faço com eles o mesmo exercício que vou propor a vocês.

Peça pra explicar o dia, mas que não seja sempre da mesma forma, pois caso isso se torne um hábito rotineiro, as respostas podem vir como: foi legal… A mesma coisa sobre o lanche, o que você comeu hoje? Se sempre forem essas as perguntas, provavelmente ele responderá de forma automática…

Uma maneira de fugir da resposta automática é perguntar, quem chorou? Quem não veio pra aula? Qual é o nome do amiguinho que fez a atividade mais rápido? Ou quem sabe, a professora ensinou matemática hoje?
Esse seu interesse pelo dia dele vai fazer com que ele se abra, sugira ou fale de acontecimentos da sua época se eles se interessar… Exemplo: sabe como era na minha época? O uniforme era assim, ou assado…
Uma tarefa que te cabe como mãe é fazer uma leitura corporal da criança, sim, o corpo fala… Seu filho está estranho? Mais inibido? Chorão? Manhoso? Atente-se…
Ele vem com sorrisos pra casa? Ou as vezes como os nossos filhos vem dizendo: Mãe, queria ficar mais um pouco na escola… rs
Eles vão felizes pra escola? Como meu filho Mateus falou nessas férias: Mãe, férias é bem legal, mas eu to com muita saudade dos meus amigos e da escola (gente ele chorou de emoção).

Nós não fazemos uma sequencia interminável de perguntas, não trata-se de um interrogatório, mas sim de uma busca por sinal de fumaça. Geralmente quando acontece alguma coisa, pois nossos filhos não são santos, perguntamos pra eles: Aconteceu isso certo? Mas porque? Se você fosse a mãe, o pai ou a professora, como agiria? E se você fosse seu amiguinho?

Bom espero ter ajudado de forma prática como avaliar não só a escola, mas o andamento das situações. Haverá de tudo, as coisas são imprevisíveis… Tenha calma e não julgues antes de uma avaliação ampliada. Mas respeite o seu sexto sentido de mãe.

Vamos nos preparar para que nossos filhos tenham um ano letivo incrível!

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