Lojas infantis e crianças com brinquedos na mão dizendo “eu quero” é uma cena para lá de comum. No início elas pedem, mas alguns dos pequenos mais criativos gostam de apimentar a situação deixando os pais em “maus lençóis”. É o caso dos que choram, gritam alto, esperneiam e se jogam no chão para pressionar o pai e/ou a mãe a presenteá-lo com o objeto desejado.

Quando é um brinquedinho barato, muitas vezes a compra é feita para não aumentar o aborrecimento. Quando o custo da brincadeira já é mais alto, aí o papo é outro. O que queremos levantar aqui é: qual o limite que os pais devem estabelecer para os pedidos infantis?

Ceder, ceder, ceder… você já percebeu que é muito mais fácil dizer “sim” para um filho do que dizer “não”? Na cena da birra, que trouxemos acima, a história é também por aí. Por vezes é muito mais simples dar o que se é pedido para fugir do escândalo e da birra.

O que a maioria não pensa na hora da confusão é que, ao ceder, os pais estão REFORÇANDO o comportamento inadequado do filho. E pior ainda, quando dizem que não mas no fim cedem, estão ensinando para o filho que quanto mais roxo ele ficar, mais escândalo ele fizer, mais ele consegue as coisas.

E ainda mais grave é que, ao se relacionar com os filhos de maneira a apenas evitar os aborrecimentos no presente, esses pais estão criando adultos com altíssima tendência a ter problemas financeiros graves, de endividamentos à falências.

É, o “não pode” dói mais nos pais do que nos filhos, que ainda não tem noção plena da situação. A pergunta aqui é: o que você quer construir com a educação do seu filho?

Se a sua resposta revela o desejo de construir um cidadão independente financeiramente, você pode e deve começar o quanto antes, enquanto são crianças.

Por isso, decidir o que é bom para seu filho é algo que você deve fazer antes de sair de casa.

Seguem algumas dicas para os primeiros passos:

  • Converse sobre dinheiro com seu filho: exponha sua visão, o que pode e o que não pode. Isso é imprescindível!
  • Conheça sua essência: saiba se o que está fazendo para seu filho é para ele ou para você. Os pais tendem a compensar sua ausência com dinheiro e/ou presentes.
  • Reconheça suas privações: se  no passado você passou dificuldades financeiras e  hoje pode dar mais para seu filho, faça isso de maneira assertiva e funcional. É um passo importante para a educação do seu pequeno.

De tudo, tem uma informação importante que você precisa saber sobre seu filho, sua filha: crianças, executando seu papel infantil, precisam pedir. Isso mesmo, a função da criança é pedir, pedir e pedir. Seja o que for: atenção, carinho, água, presentes… a fase da infância é a de pedir. Já a função do pai e da mãe, em seu papel de pai e mãe, não é atender e sim colocar os limites necessários para o desenvolvimento dos seus pequenos. Dizer sim quando pode ser dito sim e dizer não quando o momento é do não.

Segundo Gustavo Cerbasi, consultor financeiro e autor do livro Pais inteligentes enriquecem seus filhos, a flexibilidade nas regras estabelecidas com os filhos é o principal erro dos pais. Por falta de paciência, vontade de agradar, cansaço e até culpa pela ausência, os pais acabam gastando demais e não impondo limites nas crianças. O que eles não enxergam é que estão fazendo, na verdade, mal para seus filhos”.

Educação financeira é uma prática que leva a viver a prosperidade como um estilo de vida. Nossa dica que consolida esse bate papo é: aplique desde já esse ensinamento e crie um futuro próspero para você e sua família!

Bom passeio!!

 

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