Você já parou para pensar o quanto seu exemplo de vida molda os comportamentos dos seus filhos?

O dito popular que dá título a esse bate papo, foi estrategicamente trazido aqui para iniciarmos essa reflexão, fundamental para seu papel de pai e mãe.

Segundo Skinner, autor e psicólogo norte americano, nós aprendemos principalmente por 3 tipos de situações:

  • Herdamos padrões genéticos/evolutivos (Filogênese);
  • Aprendemos com nossos pais, cuidadores e pessoas de convívio familiar (Ontogênese);
  • Recebemos influência direta do meio no qual estamos inseridos (Cultura).

Estudando o comportamento humano, conseguimos perceber nitidamente que, conscientes ou não, o segundo tipo de aprendizado, o da modelagem por história de vida, tem influência importante na formação do indivíduo. Ousamos dizer, inclusive, que esse aprendizado é um dos mais impactantes no comportamento do ser humano, ou seja, o que fazemos educa mais que o que falamos ou teorizamos. Isso aconteceu conosco e é sistematicamente repetido geração após geração.

A boa notícia é que podemos quebrar a repetição dos padrões inadequados ou disfuncionais de comportamento, com consciência e treino. Mas mais importante que isso é FAZER o que pregamos.

Um exemplo prático do dia a dia está no comportamento alimentar: se eu mando meu filho comer saladas porque faz bem à saúde, mas em meu prato ela não aparece, só demonstra que eu não acredito que de fato aquilo faz bem. A mesma teoria se aplica à vida financeira, como um pai pode ensinar seu filho a lidar com dinheiro se ele não tira um tempo para cuidar das finanças?

Te convidamos a pensar: quanto tempo por dia, por semana ou por mês você tira, rotineiramente para cuidar do dinheiro na sua casa? Cuidar do dinheiro entenda: para ver o orçamento familiar, entradas e saídas, gastos fixos e variáveis, colocar objetivos no papel, planejar, investir. Seu filho já viu você fazendo alguma ação do tipo?

Baseado nessa idéia, trazemos aqui algumas dicas para que você exerça a congruência (fazer o que se prega e dar o exemplo) na sua casa e melhore suas finanças, contribuindo  para o desenvolvimento da inteligência financeira em seus pequenos:

  • Dica 1: Chame a família para falar de dinheiro.

Inclua esse assunto no seu dia a dia. Traga exemplos lúdicos, da forma mais leve e tranquila que puder. Se houver dificuldade, busque ajuda, informações e conteúdos. Você também estará rompendo com seus próprios tabus e crenças limitantes.

  • Dica 2: Estabeleça uma rotina familiar para cuidar do dinheiro.

Pais podem ter o dia de fazer planilhas e/ou abastecer aplicativos ou outros tipos de controles de entradas e saídas. Podem ter o dia do cofrinho, dia dos planejamentos de sonhos e objetivos, enfim, momentos reservados na agenda para esse tema;

  • Dica 3: Sonhe com sua família.

Convide sua família a sonhar. Conheça os objetivos de cada pessoa de sua casa. Faça um mapeamento dos sonhos e objetivos individuais e em comum.

  • Dica 4: Planeje.

Analise o quanto poderão dispor de dinheiro mensalmente/semanalmente para cada objetivo definido. Após, coloquem uma data viável para a execução. Todos certamente estarão comprometidos e engajados na realização de cada projeto.

  • Dica 5: Promova acordos.

Deixe claro as renúncias que farão na jornada e promova apoio mútuo. Lembre sempre sua família que vai valer a pena.

  • Dica 6: Celebre!

Quando atingirem um objetivo COMEMOREM! Celebrar as conquistas motiva para desafios maiores e principalmente, para se manter focado na rotina de organização e planejamento financeiro.

Fez sentido para você? Se sim, mãos à obra!

Compartilhe conosco seus aprendizados e cases de sucesso!

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