O assunto dinheiro é presente o tempo todo no dia a dia das nossas famílias, contudo temos verificado cada vez mais que, na prática, o tema é um grande tabu, por isso poucas pessoas expressam o que pensam sobre ele. Para começar a falar de dinheiro, é importante nos remetermos ao passado, afinal, nossa história pessoal nos ajuda a compreender quem nós somos hoje.

Então, para começar nosso bate papo de hoje, convidamos você a pensar na sua infância e adolescência, respondendo: o que você ouvia falar sobre dinheiro em sua casa? (Se puder, anote num papel como uma tempestade de idéias!)

É interessante quando fazemos essa pergunta a nossos clientes de Terapia e Coaching Financeiro e ouvimos como respostas:

  • “Eu ouvia que dinheiro não dá em árvore.”
  • “Meu pai falava que dinheiro não era capim, especialmente o dele.”
  • “Que minha mãe fazia muito sacrifício para nos sustentar, com pouco dinheiro.”
  • “Fulano é rico mas passou a perna em um monte de gente para isso.”
  • “Tão rico mas tão sozinho…”
  • “Ahhh, deu o golpe do baú! Casou com ele só por causa do dinheiro.”
  • “Ixi, esse só ficou rico porque herdou dos pais, mas vai acabar com tudo rapidinho.”

Nossos ensinamentos da época da infância muitas vezes nos deixam limitados ao padrão da escassez, que Thomas Stanley e William Danko, autores de “O milionário mora ao lado” chamaram de “DNA da mente pobre”. Outro subproduto desse analfabetismo financeiro é a crença da abundância ilimitada, como no caso de pessoas que os pais não ofereceram limites ao uso do dinheiro, com frases do tipo: “é só você pedir que o pai te dá”. O perigo aqui mora nos extremos: nem a mentalidade de escassez absoluta, nem a ideia de abundância extrema.

A beleza da verdadeira prosperidade está no equilíbrio que só poderá ser alcançado com uma  mentalidade próspera, que parte da utilização do dinheiro como meio e não como fim.

Por isso, pense: o que você acredita que, se tivesse aprendido em casa, mudaria em seu comportamento/relacionamento com dinheiro atualmente? Certamente você vai responder que gostaria de ter aprendido mais sobre o verdadeiro valor do dinheiro, como fruto do trabalho, da conquista, de realização e propósito, como geralmente ouvimos durante palestras, workshops e treinamentos.

Mas a pergunta que não quer calar…e se fossemos perguntar hoje à seus filhos, o que os pais lhe ensinam sobre dinheiro, o que eles responderiam?

É…ainda é fato que a maioria dos pais, mesmo com tantos obstáculos que enfrentaram ou enfrentam por conta do analfabetismo financeiro, ainda continua passando para seus filhos os mesmos conceitos. A boa notícia para nós e para as gerações dos pequenos é que, se você chegou até aqui, é porque está realmente disposto a protagonizar sua vida financeira! Assim como criar uma base sólida para que seu(s) filho(s) não passe(m) pelas mesmas dificuldades que você passou. E é nessa linha de raciocínio que vamos te ensinar como construir uma mentalidade próspera para você ser exemplo para seus filhos, nossos amados imitadores de plantão:

  • Fale bem das pessoas bem sucedidas: ache exemplos de pessoas que tiveram grandes ideias e ganharam dinheiro com seu trabalho e empreendedorismo.
  • Desmistifique as crenças limitantes: estudos mostram que 82,5% das pessoas mais ricas do mundo saíram do zero, ou seja, conquistaram tudo o que tem com dedicação e trabalho. Ensine seus filhos a buscar a fonte de informação antes de repassar qualquer assunto adiante.
  • Fale sobre seus projetos: crie o hábito de falar sobre projetos e sonhos que você quer realizar e mostre que com planejamento e ação é possível ser e fazer qualquer coisa, obedecendo os prazos de cada uma delas.
  • Goste de pagar contas: mostre o quanto é bom ter os serviços pelos quais você paga. Ensine que você só está pagando porque usufruiu e porque tem dinheiro para pagar.
  • Ajude as pessoas: doe dinheiro para aquilo que, junto a sua família, acreditarem valer a pena, como instituições, projetos, causas nobres. Ensine o desapego aos bens materiais enfatizando que o dinheiro é meio e não fim.
  • Leia coisas positivas: não assista novelas e/ou filmes violentos. Fale sobre a beleza da vida, do não julgamento, do amor verdadeiro, da diversidade das raças, de missão de vida e de gratidão. Pratique tudo isso e dê modelo para seus filhos.
  • Aprenda com os erros: e, além disso, ensine essa visão para seus filhos. Ressignificar os problemas e olhar para as dificuldades como desafios para crescer é uma fonte inesgotável de recursos para prosperar.
  • Pratique auto responsabilidade: Exclua a culpa de sua vida. Deixar que fatores externos justifiquem suas falhas faz com que a pessoa se mantenha parada. Já a auto responsabilidade é verificar o que se pode fazer, aprender ou mudar para atingir outros e melhores resultados, tornando-se protagonista da sua vida.
  • Elogie!  E, aprenda também a receber elogios. Isso gera uma corrente de auto estima e auto confiança e seus filhos aprenderão com esse gesto.
  • Entenda que humildade não tem nada a ver com pobreza: humildade é um comportamento de saber respeitar e se colocar no lugar certo, de ouvir os mais sábios e não se achar mais que o outro. Pobreza é não ter recursos financeiros e materiais. Uma vida simples preza pelos valores de vida utilizando o dinheiro como meio e não como fim.
  • Busque se conectar com a fé: tenha uma fé inteligente, ressignificando crenças religiosas arcaicas. Estude a Bíblia com um novo olhar: lá existem mais de 3000 passagens afirmando que Deus deseja que sejamos prósperos. Independente de religião, essas crenças estão em nossa cultura, e olhar para os fatos como são, o farão perceber que você pode usufruir da abundância do Universo.

Treine essa nova postura e quando menos esperar, seus filhos estarão imitando um bom modelo e consequentemente multiplicando a prosperidade para um mundo melhor.

Seja próspero!

 

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