A comunicação é um processo de interação social, realizada por meio de símbolos e sistemas de mensagens. A comunicação humana é essencial para o processo de troca de informações ou sentimentos com uma outra pessoa. Na sua forma básica, o processo de comunicação tem como função expressar pensamentos, sentimentos ou informação.

A voz é considerada uma tradução da personalidade humana, um símbolo que apresenta o indivíduo ao mundo por meio de sons.

A voz é peça-chave e fundamental na gestão da comunicação. 

Uma das características que definem o ser humano, é a sua capacidade para comunicar-se através da voz. Por esta razão, a voz nas crianças deve ser um dos aspectos a considerar durante o seu crescimento.

Nos primeiros meses de nascido, o bebê aprende a identificar os conteúdos da voz dos seus pais e a enriquecer as suas primeiras vocalizações. Ele começa a saber quando a sua mãe está feliz ou chateada, e tenta imitá-la. O bebê tem consciência de sua voz, antes de que sua imagem. A voz é uma ferramenta de identidade e como tal, os bebês começam a conhecer as pessoas pela sua voz.

Por isso que enfatizamos a importância da interação e comunicação da família, porque a linguagem é essencial na infância, com ela seu filho aprende a usar a voz para brincar, falar e comunicar se está feliz ou triste. No mundo sonoro ele aprende a distinguir os sons de objetos, automóveis, pessoas e de todo mundo sonoro! Consequentemente a criança aprende a lidar com as frustrações, as realizações, expressa suas inquietações, faz perguntas existenciais, estabelece conexões, resolve problemas, cria situações, organiza seu mundo e estrutura a própria vida.

Crianças com problemas de voz podem ter dificuldade para falar, ser compreendidas e ouvidas. A exigência do mundo moderno, o estímulo à competição e o estresse que a criança vem sofrendo no seu dia-a-dia, são causas importantes de grande incidência de distúrbios vocais na infância.

Para os adultos que cuidam de crianças e para nós, profissionais, a tarefa mais importante é identificar formas de mau uso da voz e conscientizar a criança dos efeitos nocivos de tais abusos. Por isso, é tão importante orientar os pais sobre a saúde vocal infantil, bem como a melhor forma de explicar isto para as crianças.

Lembrando que o ideal é procurar ajuda profissional da FONOAUDIOLOGIA sempre que os pais notarem rouquidão persistente ou alterações vocais constantes.

Abaixo seguem algumas dicas para cuidar da voz da sua família:

  • Beba muita água: quando estamos brincando ou na companhia dos amigos podemos nos esquecer de beber água com mais frequência e isso pode prejudicar a voz. Procure beber água sempre que sentir um pouco mais de sede ou quando estiver falando demais.
  • Não exagerar nas bebidas geladas e nos sorvetes: tomar bebidas geladas ou sorvetes, quando está muito calor ou com o corpo muito quente, pode fazer muito mal para sua voz.
  • Falar sem gritar e sem esforço: sempre que possível, procure se aproximar das pessoas para conversar e se tiver que chamá-las use gestos, assobios, batidas, palmas. Evite ao máximo gritar.
  • Falar na hora certa: quando estiver ouvindo música, por exemplo, abaixe o volume se quiser conversar com alguém. Dê chance para que todos possam falar, um de cada vez. Isso quer dizer, durante festas, recreios, jogos, shows, não competir com as vozes dos adultos e de seus colegas, ou com outros barulhos. Espere a sua vez de falar.
  • Imitar sem esforço: algumas pessoas têm facilidade para imitar as vozes dos outros, mas isso pode ser perigoso para a sua saúde vocal, se você forçar muito a garganta. Imite sons que são fáceis para você. Imitar animais, monstros, automóveis, aviões a jato com muito esforço pode fazer arder a sua garganta.
  • Rir alto ou chorar em excesso: as duas coisas podem agredir muito a nossa voz. Crianças: procure conversar com os adultos e explicar o que o deixa triste e lembre-se que a risada forte e alta também pode danificar a sua voz.

E lembrem-se: tudo que fazemos de bom para nosso corpo, ajuda também a nossa voz.

Sugestão de leitura da fono!

O primeiro, “Anita, não grita!” foi escrito pela fonoaudióloga Danyelle Lopes e traz uma proposta que aborda os aspectos preventivos e os cuidados com a voz infantil. De maneira divertida, Anita convida crianças, familiares, profissionais da saúde e educadores a refletirem sobre o uso inadequado da voz e propõe ideias criativas para uma integração multidisciplinar, visando à saúde vocal.

O segundo, “Rita, não grita!” foi escrito por Flávia Muniz e conta a história da Rita vivia fazendo birra. Rita implicava com tudo e batia o pé por qualquer coisa, gritava á toa, por quase nada abria um bocão.

Desejo uma boa leiturinha em família abordando os novos jeitos de lidar com a voz. Família consciente é aquela busca o conhecimento e faz uso dele para melhorar a qualidade de vida!

Luana Speck | sementinhadegente.com.br

Luana Speck – Fonoaudióloga e Coach Educacional

Fonoaudióloga; Psicopedagoga Clínica/Institucional; Terapeuta Transpessoal; Pós Graduação também em Saúde Pública com Ênfase no PSF; Executive Coach certificada pela BCI – Behavioral Coaching Institute; Programa de Treinamento em Coaching em Grupo Expert / Resolve Coaching. Programa de Coaching TeamWork / CENBRA.  Idealizadora e facilitadora do Programa Mães que Empreendem. Diretora Educacional (Gestão 2017-2018)  da Associação Sul Brasileira de Coaching – ASBCoaching.  Atua como Fonoaudiologa clínica e suporte aos pais, familiares e colégios através do Coaching Educacional. Realiza palestras, treinamentos e cursos voltados ao desenvolvimento humano.

Imagem: pt.depositphotos.com

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