Para muitos pais, as palavras ‘tesoura’ e ‘maquininha’ podem ser sinônimos de ‘choro’ e ‘inquietação’. O momento de cortar o cabelo pode ser um desafio  até mesmo para profissionais, que precisam saber driblar medo, tédio ou estranhamento por parte das crianças.

Percebemos que o ato de aparar cachinhos e franjinhas vai muito além de técnica, é preciso criar uma relação de confiança, empatia e ter muito sentimento envolvido.

Como aqui em casa tenho 3 cabelinhos para cortar, imagino que muitas mães já quiseram resolver sozinha em casa, com a avó ou a tia “que leva jeito”. rs Uma outra situação provável é o pensar “mil vezes” antes da ida ao cabelereiro  para evitar a bagunça que pode se tornar toda logística até lá. Por isso encontrar um profissional que pode dar conta do recado e ainda tornar essa experiência o menos desgastante possível, nos chama a atenção!

Quando conhecemos o Tio Bruno no Vila Kids Floripa fiquei curiosa em entender o que o levou a escolher esta profissão e o segmento infantil, mais especificamente.

Ele nos contou que sua família sempre foi do ramo da barbearia e como cresceu observando os cortes de cabelo, aquele momento era muito familiar o que o fazia sentir-se seguro. Quando adulto tornou-se barbeiro e cabeleireiro também e como sempre foi fascinado por crianças, começou a atender esse público. A cada atendimento, queria descobrir e entender as formas que fizessem com que elas não tivessem uma experiência desagradável durante o corte.

Bruno disse que, com a experiência, aprendeu o mais importante: “me aproximar e ser amigo das crianças antes mesmo de começar o corte, não simplesmente tratando elas como clientes adultos, que sentam e cortam. Até porque, muitas vezes elas sequer sentam, como as crianças autistas que atendo, por exemplo. Elas sofrem pra fazer essa e outras atividades tão básicas principalmente por tentarem contê-las. E é um erro querer contrariar e combater comportamentos naturais. O choro e a inquietação, por exemplo, são coisas completamente normais.”

É preciso deixá-las entender que não estão presas e que podem ficar como preferirem: sentados, deitados, andando, pulando, etc. Depois que se sentirem seguras, aí sim, começar a pedir que tentem ficar sentadas até o fim do corte e que se mexam o menos possível.

O Tio Bruno tem certeza que só assim as crianças podem desenvolver a confiança necessária para melhorar exponencialmente de visita em visita. Afinal, o corte de cabelo em crianças é e tem de ser como uma terapia!

Dá pra conhecer muito mais desse lindo trabalho no Facebook e no Instagram.

Fontes: Guia Infantil

 

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