Cena clássica dos dias de hoje:
O pai compra um celular novo, o da mãe está com a tela quebrada, mas é relativamente novo e funciona bem. Alguém vai herdar a versão antiga do celular do momento.

Aí é aquela alegria na casa!
A criança não cabe em si de tamanha felicidade.
É um dia especial… Fica super educada e solícita. Agora pode mexer em
todas as funcionalidades do aparelho que está sob sua responsabilidade e poder total.
* Cada casa determina quando é chegado o momento da entrega do celular. Tem tantas variáveis envolvidas nesta questão, que acreditar no BOM-SENSO do pai e da mãe (sim, ambos, afinal a criança precisa ter uma orientação só) é suficiente para que a coisa toda ande bem.
A decisão de dar o primeiro celular para nossos filhos não é fácil, está na hora? Tem maturidade? Como vai se comportar?
Uma coisa que me aborrece aqui em casa é esse negócio deles mexendo infinitamente no meu aparelho, que é objeto de trabalho e tudo mais.
Ocorre que o que é combinado antes não pode ser descumprido.
Pra isso valem alguns toques para deixar tudo bem acertadinho entre todos os envolvido.
infografico_combinados_digitais
1. AS SENHAS:
Todo mundo sabe a senha de todo mundo. Ou pelo menos os pais sabem as senhas dos filhos.
2. PAI E MÃE PODEM ACESSAR O CELULAR DO FILHO QUANDO BEM ENTENDEREM:
Importantíssimo que os pais acompanhem as conversas nos grupos eventualmente, como se fosse uma amostra, compreende? De vez em quando eu dou uma olhada nas mensagens – não é nada escondido.
3. MÍDIAS SOCIAIS NO MODO PRIVADO:
Seu filho menor de idade pode ter conta nas principais mídias sociais a partir de 13 anos. Sugiro que a privacidade deles se mantenha com a possibilidade de visualização das postagens apenas para quem eles aceitarem.
4. ACEITAR APENAS AMIGOS MESMO:
Regra clara aqui em casa: só aceitar os pedidos de amizade de pessoas que são nossas conhecidas. Quando vier com aquele papo de “é amigo do meu amigo”, fique de olho.
5. CONVERSAS CLARAS:
Nossa escolha é por conversar sobre tudo o que as crianças perguntarem e, quando dermos alguma orientação, tentamos explicar a razão daquela definição.
6. NO NUDES:
É, dependendo da idade do filho, esse papo é fundamental. Explicar as consequências de uma imagem íntima cair em celulares errados.
7. TEOR DAS POSTAGENS:
Puxa, esse assunto vale um post, já ficou na minha listinha do Sementinha de Gente, mas vale deixar claro que bom senso é show. No digital, tudo o que se faz, fica gravado, então digo a eles que pensem sempre antes de postar se eu aprovaria aquele conteúdo. Eles me conhecem super bem e já tem ideia do que acho ok ou não.
8. VÍDEOS NO YOUTUBE:
Não sei como está aí na sua casa, mas por aqui as crianças só querem saber de Youtube e Netflix. Tudo on demand. Adoro!! Eles neste momento estão vendo Carrossel. Pensa que estamos vendo há dias e estão apenas no episódio 61 de milhares que virão pela frente. Acompanhe o histórico de visualizações da conta no Youtube e o “volte a assistir” no Netflix. Ainda, você pode definir no Netflix que a criança usa um perfil kids e no Youtube, determinar restrição de idade para visualização.
9. OS NOMES NOS PERFIS:
Sugiro que as pessoas usem um mesmo nick nas mais diversas mídias (assim que possível), pra facilitar a encontrabilidade – e também sua memória… imagina decorar 6, 7 nomes de perfis diferentes?
10. DE VEZ EM QUANDO VÃO ROLAR FÉRIAS DIGITAIS…

Não é porque a criança ganhou um celular que o mundo vai parar. Nada disso! De vez em quando, principalmente quando eles não acharem mais que haja a chance de ficarem longe dos seus aparelhos, é hora de dar um tempo. Desligar o celular, dar uma volta na vizinhança, comer uma delícia na padaria perto de casa, andar de skate na avenida, só olhar para as flores… Sem fotografia nem nada, apenas a memória.

Eita! Papo aberto e honesto é a forma que tento implementar por aqui.

Conta pra gente como tem funcionado na sua casa.

Beijos e tudo de bom!

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